ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Escolas de samba do Rio prestam homenagens emocionadas a Gilsinho, intérprete inesquecível da Portela

O samba carioca amanheceu mais silencioso depois da partida de Gilsinho, e as escolas de samba não deixaram esse silêncio prevalecer: várias agremiações do Rio expressaram suas homenagens publicamente, reconhecendo sua voz, seu impacto e o legado que ele deixa para o Carnaval e para o samba. Foi uma corrente de saudade, respeito e celebração coletiva.

Mensagens que ecoam identidade e gratidão

Diretorias das escolas do Grupo Especial publicaram notas oficiais, desdobramentos em redes sociais e declarações ao vivo reafirmando que Gilsinho não pertencia apenas à Portela, mas à história do samba. Muitas postagens começaram com “Obrigado, Gilsinho”, “O samba é mais triste hoje”, “Sua voz ficou pra sempre conosco” — afirmações carregadas de dor e reverência.

Componentes, intérpretes, passistas, mestres-salas e torcidas também usaram suas vozes para expressar saudades. Em videochamadas de agremiações, em grupos de WhatsApp de alas, em quadras de ensaio e no espaço virtual do samba: viu-se o coro coletivo ecoando seu nome, lembrando seus melhores momentos e compartilhando histórias pessoais com ele no microfone. Quando um intérprete de escola rival gravava um sambinha, fazia referência a “voz que nos conduzia”, em gesto de irmandade cultural.

O simbolismo de sua presença transcende resultados

Gilsinho marcava presença com técnico vocal, presença de palco e interpretação cativante. Mas seu legado vai além disso: era ponte entre o passado, o presente e o futuro do samba. Sua trajetória mostra que o intérprete pode ser, ao mesmo tempo, estrela e humilde servidor da comunidade. Hoje, ele é reconhecido como monumento vivo do canto de Carnaval — e agora que partiu, símbolo eterno de inspiração.

Ao prestar homenagens, as escolas reafirmam valores: união no luto, celebração do talento, reforço de que o samba é habitat de memória, resistência e identidade. E, ao citar suas conquistas e momentos marcantes, mostram que Gilsinho deixou marcas visuais, sonoras e emocionais — ele “costurou” o samba na história das escolas.