Espiritualidade que ecoa na gravação: a Unidos de Vila Isabel celebra Heitor dos Prazeres em samba-enredo
Um estúdio que virou terreiro
Na gravação oficial do samba-enredo da Vila Isabel para o Carnaval 2026, o Estúdio Century virou altar de emoção. A comunidade, a bateria e os ritmistas foram levados por um clima de gratidão e ancestralidade, sintonizados com a obra da escola que homenageia Heitor dos Prazeres. A espiritualidade pairou no ar e transformou o simples ato de gravar em ritual de festa e identidade.
Orgulho e memória em cada verso
A letra, que fala da arte, da malandragem, da cultura popular carioca e da herança de Heitor, traduziu-se em canto orgulhoso. Os diretores de tamborim da escola destacaram que vinham preparados para eternizar a faixa — não apenas com técnica, mas com sentimento profundo de pertencimento. O samba assume a missão de colocar a comunidade no centro da história, celebrando a vida e a obra do homenageado.
Gravando o desfile antes da avenida
Enquanto os microfones captavam voz, cavaquinho e surdo, a quadra vibrava. A gravação se tornou ensaio antecipado, prévia de azul, amarelo e branco se encontrando com batuque, letra e canto. A Vila Isabel não apenas gravou um samba — ela reafirmou sua vocação de transformar a arte, a cultura e o povo em desfile.
O que vai se ouvir na Sapucaí
Quando o primeiro carro abrir a avenida, o que vai ecoar não será apenas música — será história. O samba que nasceu nesse estúdio vai se espalhar pela Sapucaí como legado vivo. A Vila Isabel já plantou o batuque, acendeu a fé e garantiu que a gravação se carregue no passo dos passistas, no brilho das alas e no ritmo da comunidade.

