Comissão de Frente da Vila Isabel aposta na força do samba e na representatividade para 2026
Sob nova concepção coreográfica, a escola reforça identidade negra e articula o percurso da dança ao ritmo do enredo
A comissão de frente da Unidos de Vila Isabel se prepara para o Carnaval 2026 com um convicto novo momento: sob o comando dos coreógrafos Alex Neoral e Marcio Jahú, o grupo foi totalmente redesenhado para refletir o enredo que homenageia Heitor dos Prazeres e valorizar corpos pretos em movimentos e presença. Após uma audição com cerca de 200 candidatos, foram selecionados 20 bailarinos, todos negros, para protagonizar a abertura da escola na avenida. A proposta é clara: a coreografia nasce do samba-enredo, e o samba-enredo alimenta a dança — num ciclo que reafirma a cultura popular da escola.
O enredo intitulado “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África” inspira os coreógrafos a pensar gestos, ritmo e narrativa em harmonia com o hino da escola. Alex Neoral comentou que “o samba-enredo influenciou a comissão de frente” e Marcio Jahú ressaltou o valor da “representatividade e técnica” como pilares do processo. A Vila Isabel redefine, assim, sua abertura para 2026: não apenas como espetáculo, mas como afirmação cultural.

