Imperatriz não se contenta com aplauso: quer taça
Thiago Santos exalta 2025, assume os detalhes e avisa: a escola volta mais forte, com galera nova faminta por vitória
O Carnaval 2025 da Imperatriz foi daqueles que viram festa por dentro e orgulho por fora. Uma escola vibrante, com trabalho consistente, que saiu da avenida com a sensação incômoda e poderosa de quem sabe que esteve muito perto. A perda de dois décimos no samba-enredo trouxe o gosto amargo do detalhe, mas também deixou uma certeza em voz alta: a Imperatriz está pronta para continuar brigando pelo título.
Thiago Santos, diretor de harmonia, fala com a calma de quem conhece a engrenagem por dentro e com a confiança de quem já viveu muitas temporadas. São 15 anos de escola, três como diretor geral, e uma visão clara sobre o que sustenta um grande desfile: base mantida, time renovado e comunidade como fonte de energia e reposição. O discurso não é de desculpa, é de ajuste. Um olhar para os pequenos deslizes, com a promessa de não repeti-los.
E quando ele aponta para os números, a mensagem ganha corpo: Harmonia e Evolução chegaram aos 80 pontos. Para Thiago, isso é a fotografia do esforço coletivo e da consistência do trabalho. O carro de som, elogiado como impecável, aparece como alicerce de confiança. E, por cima disso tudo, a imagem que ele quer deixar para 2026 é simples e forte: um time novo, talentoso, com sede de vitória, guiado por um Pedrão mais experiente, costurando juventude e maturidade na mesma batida.
A Imperatriz, na leitura de quem segura a escola por dentro, não abre mão de ser protagonista. Não é sobre “fazer bonito”. É sobre voltar para disputar, com mais força, mais precisão e o mesmo brilho que já fez 2025 parecer, para muitos, um título possível.

