Salgueiro: a engenharia por trás de Xica da Silva
Quando o carnavalesco Jorge Silveira entrega seu projeto, começa o trabalho de verdade no barracão do Salgueiro. Luan Teles, diretor de produção, é quem faz a mágica acontecer: traduz cada desenho em ala, cada ideia em alegoria que funcione de verdade no desfile. Para 2027, serão 27 alas contando a história de Xica da Silva, e tudo isso precisa sair do barracão, passar por um viaduto complicado na região, ser montado na concentração e depois descer a Sapucaí sem problemas. Não é simples. Por isso Luan trabalha com planejamento antecipado: começa a escultura e a laminação bem antes do ritmo ficar alucinante, estratégia que já provou dar resultado.
Depois que o desfile termina, o ciclo fecha rápido. As fantasias são vendidas, as alegorias desmontadas e materiais reaproveitados ou comercializados. No caso do Salgueiro deste ano, nada restou do carnaval anterior, tudo já foi aproveitado. Luan está no terceiro carnaval com a mesma equipe contratada em 2024, dividindo a gestão do barracão com Wilsinho Alves. Esse time estável permite que a relação com o carnavalesco seja tranquila, sem aqueles sustos de última hora que são comuns na profissão. Para o diretor, o segredo mesmo é simples: organização e planejamento. Quando esses dois pilares estão firmes, as chances de dar certo são enormes.

