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Uma perda que atravessa o Carnaval: morre Saulo Tinoco

A Acadêmicos de Niterói se despede do diretor de Carnaval em plena construção do sonho de 2026

A notícia chegou com o peso de um corte seco: Saulo Tinoco, diretor de Carnaval da Acadêmicos de Niterói, faleceu, e a escola comunicou o falecimento com profundo pesar. A dor é ainda mais intensa porque a agremiação vive um ciclo decisivo, preparando sua estreia no Grupo Especial do Rio em 2026, quando cada detalhe é importante e cada pessoa vira parte essencial do todo.

Saulo faleceu por problemas cardíacos e, até agora, não há informações divulgadas sobre velório e enterro. Em sua mensagem de despedida, a escola destacou o que mais se ouve quando um grande profissional parte: a constância. Competência, dedicação e excelência foram palavras associadas à sua trajetória, junto do reconhecimento de que não se perde apenas um trabalhador do Carnaval, mas um amigo que fazia parte da rotina e do afeto de quem está no chão da escola.

Seu percurso no samba passou por diferentes caminhos: Inocentes de Belford Roxo, Renascer de Jacarepaguá e Mangueira, além de experiências ligadas à Liesa e ao Grupo de Acesso. Um profissional moldado na prática do Carnaval, onde o desfile começa muito antes da avenida e depende de organização, planejamento e comando silencioso.

A despedida de Saulo Tinoco cria um vazio que não se resolve com substituição simples. Em escolas de samba, a direção de Carnaval é nervo. É quem segura o tempo, costura setores, alinha equipes e protege a escola das falhas que ninguém quer ver. A Acadêmicos de Niterói segue seu caminho com dor, mas também com a obrigação de honrar quem ajudou a construir esse momento. Em 2026, a estreia terá brilho e terá saudade.