Tuiuti desvela enredo sobre Tia Ciata, mãe preta do samba
O Paraíso do Tuiuti apresentou no meio de maio a sinopse de seu enredo dedicado a Hilária Batista de Almeida, conhecida como Tia Ciata, figura central na história do samba carioca. A escola decidiu homenagear essa mulher extraordinária que, além de quituteira nas ruas do Centro, foi pilastra da cultura de terreiro e protagonista soberana de sua própria vida. O carnavalesco Renato Lage vai dar corpo visual ao texto desenvolvido pelos historiadores Claudio Russo e Luiz Antônio Simas, com participação especial da bisneta Gracy Moreira, que traz para a avenida as memórias vivas dessa ancestral.
A sinopse nos coloca no dia a dia de Tia Ciata: acordando cedo, pegando no tabuleiro de doces, trajando com elegância o pano da costa e o ojá, circulando pelas ruas da Praça Onze enquanto a cidade tentava se reformar em moldes europeus. Tuiuti propõe ressignificar o termo mãe preta, transformando uma marca de violência escravocrata em expressão de poder, liberdade e resistência. A escola mergulha fundo no Rio Colonial e Republicano, naquela região central onde mulheres pretas quituteiras construíram formas coletivas de vida que até hoje respiram pelas veias do samba.

