Mangueira ganha circuito histórico e turismo guiado por moradores
O Morro da Mangueira está pronto para mostrar sua história ao mundo a partir do olhar de quem realmente vive o território. Sob a liderança de Evelyn Bastos, o Instituto Morro da Mangueira deu o pontapé inicial em uma nova fase de atividades com foco no turismo comunitário e na valorização da memória local. A grande novidade é o MangaTur, um projeto que vai guiar visitantes pelas ruelas da comunidade, integrando um circuito histórico sinalizado com azulejos que homenageiam os grandes mestres e mestras que construíram o legado da verde e rosa. O passeio de estreia ainda contou com uma parada gastronômica especial regada a batida de manga, fruta que dá nome ao lugar e que será protagonista de receitas voltadas para a geração de renda na região.
A celebração de abertura da sede oficial aconteceu no Buraco Quente e reuniu moradores, parceiros e lideranças para apresentar as frentes de atuação do instituto, que é gerido quase em sua totalidade por mulheres periféricas. Além do resgate cultural e do turismo, a instituição vai oferecer projetos focados em saúde integral da mulher, autonomia profissional feminina, segurança alimentar e atividades esportivas para a juventude. Durante o evento, Evelyn Bastos reforçou a importância de dar ferramentas para que a própria comunidade preserve suas memórias e transforme talentos em oportunidades reais, abrindo caminhos para o futuro sem perder a conexão com as raízes do morro.

